Aguardo-te. O anexo banha o relógio.
No indizível corre a chuva do fim - o percurso milenar e inexplicável das coisas.
Um sangue brota. A fantasia é devorada com colheres e sopa.
No bosque o duende rouba alimentos - as pedras transformam-se em corvos.
- fecha o princípio nas mãos.
Perante o o arco-íris - e o penhasco do sol
deixa-me afogar num lago de coral
E as feras escondem os frutos na caverna inarrável
- o cogumelo ácido
o meu pai foge - os pés da cordilheira
Carlos Vinagre
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