Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

VII



Aguardo-te. O anexo banha o relógio.
No indizível corre a chuva do fim - o percurso milenar e inexplicável das coisas.
Um sangue brota. A fantasia é devorada com colheres e sopa.

No bosque o duende rouba alimentos - as pedras transformam-se em corvos.
- fecha o princípio nas mãos.

Perante o o arco-íris - e o penhasco do sol
deixa-me afogar num lago de coral
E as feras escondem os frutos na caverna inarrável
- o cogumelo ácido

o meu pai foge - os pés da cordilheira


Carlos Vinagre

0 comentários: